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Nas visões de Hildegarda de Bingen, os vícios aparecem sempre como alegorias. Os vícios aparecem nas mais diversas formas, em geral, vindos de uma nuvem negra. Ao contrário dos vícios, as virtudes nem sempre são descritas com uma aparência «física» e concreta mas de uma maneira mais subjetiva e  espiritual; em geral elas são  resplandecentes e plenas de beleza e alegria de viver !

Amigo do ego, o vício busca sempre argumentar com a virtude suas razões de ser como é e impõe seu ponto de vista procurando justificar seus atos como se eles fossem o melhor tipo de conduta que o homem pudesse ter sobre a Terra.

As virtudes – sempre sábias – respondem aos vícios com eloqüência e demonstram grande clareza e desenvoltura em suas argumentações. Com humildade mas firmeza, elas demonstram a sua superioridade sobre os vícios. Os vícios não conseguem enganá-las da mesma maneira que eles fazem com os homens. As virtudes sabem que os vícios criam ilusões com a intenção de confundir  a alma do homem e afasta-la de sua essência divina e, conseqüentemente, do Criador.

Contudo, Hildegarda não vê no vício um mal absoluto, ao contrário, ela considera que a pessoa que reconhece seu vício está no bom caminho para sua redenção e salvação.

Se você reconhece o vício que tenta confundi-lo, você também reconhecerá a sua virtude correspondente. Então, ao invés de se julgar e culpabilizar por ter tal ou tal vício, basta que você foque na virtude à ser desenvolvida e trabalhe para que ela transforme sua alma e seu ser. Claro, não é um trabalho fácil mas é algo totalmente possível. É a psicoterapia hildegardeana!

 

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VIRIDITAS DE HILDEGARDA DE BINGEN   viriditasbingen.canalblog.com