IMG_0527ORAÇÃO DO TOPÁZIO IMPERIAL de Hildegarda de Bingen

"Oh Deus

Você que é glorificado

Sobre tudo o que existe

Peço a sua atenção

Não me deixe longe de Sua presença

Mas através de Suas bençãos

Sustente-me

Dê-me forças

E seja UM comigo.

Amém"

Esta oração chama-se Topázio IMPERIAL1 porque Hildegarda considerava esta pedra extremamente forte e preciosa no campo físico e espiritual.

Todos nós temos uma origem divina. Para lembrarmos dessa origem divina, Hildegarda sugeria que segurassemos um topázio imperial numa das mãos e orassemos esta oração tendo o topázio contra o corpo, à altura do coração – de preferência, todas as manhãs.

Claro que, para poder rezar esta oração, você não precisa ter esse topázio caso seja muito difícil ou caro obtê-lo. O importante é a fé e a concentração em suas palavras no momento da prece.

Esta oração por si só é bela e também poderosa o suficiente para que a oremos todos os dias – com ou sem topázio!

Comece AGORA!

Você vai SENTIR-se muito bem.

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Hildegarda de Bingen escreveu muito sobre diversos assuntos2 - tanto espirituais como do reino físico - desde as plantas, os animais até a utilização dos minerais para a saúde da alma e do corpo do indíviduo.

Mais de 800 anos depois, nossos cientistas e pesquisadores estão provando que os escritos de Hildegarda de Bingen possuíam um grande fundamento e muito mais, uma base científica (que vem sendo comprovada nos dias atuais).

Michael Gienger3, um dos maiores nomes no estudo e na utilização dos minerais na saúde do homem (seja psíquica, emocional ou física) confirmou em seu livro «As Pedras que Curam segundo Hildegarda de Bingen4» que Hildegarda deixou conhecimentos totalmente sérios e sensatos em relação aos minerais que relatou em seus escritos. Para ele, Hildegarda conseguiu ver no século XII o que a ciência comprovou, no caso de alguns minerais, apenas há alguns anos atrás.

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"Meu encontro pessoal com Hildegarda de Bingen aconteceu através do seu "Livro das Pedras5". De todas as fontes antigas e medievais relacionadas com a terapia onde as pedras sejam utilizadas, os textos de Hildegarda de Bingen eram especialmente familiares para mim - muito mais próximos do que os deixados por Plínio6, Dioscórides7, Marbode de Rennes8 ou Conrad de Megenberg9. Para mim, Hildegarda falava com sua alma e, desde o início, eu senti uma grande confiança em suas instruções e descrições terapêuticas.

Eu jamais me decepcionei por confiar em Hildegarda. Nesses doze anos de trabalho e pesquisa em gemoterapia10, eu pude verificar a eficacidade daquilo que ela escreveu em relação à cada uma de suas prescrições. Acrescente-se à isso - com o correr do tempo - a constatação que as descrições simbólicas do nascimento/criação das pedras correspondiam efetivamente aos dados mineralógicos da ciência moderna (para isso é preciso saber interpretar a maneira que Hildegarda escrevia, ou seja, extremamente simbólica - algo normal no século XII - para nossa língua atual)

Tudo isto só vem à confirmar – mais uma vez – que Hildegarda de Bingen foi realmente uma mulher muito à frente de seu tempo!

Notas :

Topázio Imperial é também conhecido como o Topázio de Ouro.

1 – traduzido livremente do francês : «Ô Dieu, toi qui es glorifié par-dessus et en toutes choses, par égard pour moi, ne me rejette pas hors de Ta présence, mais par Tes bénédictions sustente-moi, fortifie-moi et deviens UN avec moi. » Fonte : STREHLOW Wighard, La guerison du Corps et de l’Esprit selon Hildegarde de Bingen;

2 – Veja neste blog, em categorias : BIBLIOGRAFIA de Hildegarda de Bingen;

3 – Michael Gienger ja escreveu mais de 20 livros sobre as pedras em geral : cristais, minerais e sua prática e utilização no homem de maneira terapêutica. Autor do livro A Gemoterapia (La Lapidothérapie), ele conhece bem a mineralogia e a medicina e procura demonstrar de maneira clara que esses dois campos podem trabalhar juntos. Para saber mais: http://www.michael-gienger.de/ (site official de Michael Gienger – em alemão);

4 – Não sei se este livro já foi traduzido em português no presente momento em que escrevo este artigo. Traduzi o título deste livro livremente do francês « Les Pierres qui Guérissent selon Hildegarde de Bingen » (GIENGER Michael, Les Pierres qui Guérissent selon Hildegarde de Bingen – Manuel de Lapidothérapie & Nouvelles découvertes sur d’anciennes sagesses, Ed. Guy Trédaniel);

5 – Lapis Lapidarum – nome do livro de Hildegarda em latim;

6 - Caio Plínio Segundo (em latim: Gaius Plinius Secundus) Nasceu em Como, 23 a.C. e faleceu em Estábia 79 a. C.. Era conhecido também como Plínio, o Velho.  Ele foi um naturalista, escritor, historiador, gramático, administrador e oficial romano. Para alguns o maior erudito da história imperial romana e que deixou uma obra considerável e fundamental para o "saber científico" subsequente;

7 - Com o apogeu do Império Romano, o saber deslocou-se para Roma e é lá que se vai encontrar os dois maiores herbolários da Era Cristã: Dioscórides e Galeno. O primeiro foi médico de Nero e com ele e seus soldados viajou por todo o mundo mediterrâneo, colecionando centenas de tipos de plantas. Mais tarde, em 78 D.C., escreveu um livro um catálogo de medicina herbolária, intitulada "De Maneira Médica". Essa obra serviu de base a maior parte dos conhecimentos médicos do Oriente, depois entrou no Ocidente pelas mãos dos sarracenos e espalhou-se pela Europa, tornando-se a principal fonte de informação médica por centenas de anos. A cópia mais antiga que existe da obra de Dioscórides é um manuscrito bizantino do Séc. VI denominado "Códice Vindobonensis" , considerado o documento médico de maior importância até o surgimento da obra de Leonardo Fuchs, em 1542, intitulada "História Stirpium";

8 - Em latim Marbodus, ou ainda Marbœuf (nasceu em 1040 e faleceu em 1123), foi bispo de Rennes (França) de 1096 à 1123. Grande estudioso, escreveu sobre assuntos diversos, dentre eles o Lapidarius, uma obra que falava sobre as propriedades do minerais;

9 – Conhecido também por Konrad von Mengelberg ou, en latim, Conradus de Montepuellarum foi um erudito e escritor alemão da Idade Média (nascido em 1309 em Mäbenberg, próximo à Nuremberg e falecido em 1374 à Ratisbonne). Escreveu diversos livros, sendo o mais famoso o seu livro de ciências naturais Das Buch der Natur onde dedicou um capítulo sobre os minerais;

10 – lapidothérapie, em francês.

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